Fonoaudiologia, Linguagem, Processamento Auditivo Central
“Qualquer coisa que façamos, é necessário ter em mente que, quando testamos e tratamos uma criança pequena, nós também estamos lidando com os pais, seus sonhos por seu filho e, mais além, o que fazemos tem um impacto que transcende tempo e lugar. São as crianças e suas famílias que precisam viver com as conseqüências de nossas ações precoces”.
(Ross Mark, 1992)
Esse Blog é bem recente e estará crescendo aos poucos. Estarei postando alguns tópicos relacionados a fonoaudiologia, suas patologias, tratamentos, materiais, entre outros.
Espero que seja útil tanto para fonoaudiólogos, estudantes e pacientes. E também aceito sugestões de temas em Fonoaudiologia que gostariam de saber mais! Um abraço!
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terça-feira, 29 de julho de 2014
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
DICAS PARA PROFESSORES NA AVALIAÇÃO DE ALUNOS DISLÉXICOS OU COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
QUANTO A REALIZAÇÃO DAS AVALIAÇÕES
PROVAS ESCRITAS
- Formular as questões de modo claro
e objetivo, com ênfase no uso do raciocínio e não da simples memorização;
- Evitar utilizar somente textos na
prova. Utilize figuras, fotos, ícones ou imagens, tomando cuidado para que
haja exata correspondência entre o texto escrito e a imagem; evitando
ainda o uso de letras com “fontes” diferentes;
- Ofereça sempre uma prova “limpa”,
sem rasuras ou sinais que possam confundi-lo;
- Permitir consultas para sustentar a
elaboração do raciocínio e não para que ocorra cópia da resposta;
- Diferenciar os erros de ortografia
e pontuação de erros de entendimento ou compreensão;
- Facilitar a decodificação do texto
para que o aluno tenha acesso ao significado, ajudando-o na leitura das
questões;
- Não indicar livros para leitura
paralelas. Em vez disso indique que assista um filme ou documentário; ou
visite um museu, uma empresa, etc.
- Ao empregar questões com propostas
“falso-verdadeiro” construa um bom número de afirmações verdadeiras e em
seguida reescreva a metade, tornando-as falsas; construa as informações
com clareza e, aproximadamente com a mesma extensão, incluindo somente uma
ideia em cada afirmação;
“O aluno disléxico tem dificuldade para atender o que lê; para decodificar o texto; tende a ler e a interpretar o que ouve de maneira literal”.
- Elabore enunciados com textos
curtos, com linguagem objetiva e direta, evitando uso de duplo sentido; e
trate de um só assunto em cada questão;
- Se for indispensável à utilização
de um determinado texto, subdivida o original em partes (não mais do que
cinco ou seis linhas cada uma), ou seja, divida um “grande” texto, do qual
decorre uma “grande” questão, em “pequenos” textos acompanhados de suas
respectivas questões;
- Leia a prova com calma, em voz alta
e, antes de iniciá-la, verifique se os alunos entenderam o que foi
perguntado, se compreenderam o que deve ser feito (O que? Como?);
“O disléxico tem dificuldade com a memória visual e/ou auditiva, o que lhe dificulta ou lhe impede de automatizar a leitura e a escrita”.
- Não elabore avaliações que
privilegiem a memorização de nomes, datas, fórmulas, regras gramaticais,
definições, etc. Quando tais informações forem importantes, forneça-as ao
aluno (verbalmente ou por escrito) para que ele possa servir-se delas e
empregá-las no seu raciocínio ou na resolução do problema;
- Permita-lhe que utilize a tabuada,
calculadora, gravador, anotações, dicionários e outros registros durante
as avaliações;
- Elabore questões em que o aluno
possa demonstrar o que aprendeu completando, destacado, identificado,
relacionado informações ali contidas;
“O aluno disléxico ou
com outras dificuldades de aprendizagem tende a ser mais lento na realização de
suas atividades”.
- Respeite o seu ritmo, caso o aluno
não consiga concluir a prova no tempo estipulado, permita que o faça na
aula seguinte ou em outro lugar (sala de orientação pedagógica, sala da
orientação educacional, biblioteca);
- Utilize avaliações com menos conteúdo
para que o aluno possa realizá-las num menor tempo e não espere acumular
conteúdo para começar a aplicar as avaliações, pelo contrário, siga
avaliando-o aos poucos, evitando o acumulo de conteúdos a serem estudados;
- Se a avaliação do aluno for idêntica
à dos colegas leia as questões você mesmo em voz alta e certifique-se de
que ele compreendeu;
- Oriente-o mais uma vez “durante” a
realização da prova para que ele compreenda o que esta sendo pedido e
possa responder da melhor maneira possível;
- Ao corrigir a prova do aluno adapte
os critérios de correção para a sua realidade, valorizando não só o que
está explicito como também o implícito;
- Não faça anotações na folha da
prova (sobretudo juízos de valor) e não registre a nota sem antes retomar
a prova com ele e verificar, oralmente, o que ele quis dizer com o que
escreveu, isso é muito importante;
- Caso perceba muitos erros pesquise
sua natureza: Não entendeu o que leu e por isso não respondeu corretamente
ao solicitado? Leu, entendeu, mas não soube aplicar o conceito ou a fórmula?
Aplicou o conceito, mas desenvolveu o raciocínio de maneira errada? Em
outras palavras: Em que errou e por que errou?
- Somente aplique uma prova que o aluno
tenha condições de revelar seu aproveitamento através dela. Caso
contrario, por que aplicá-la? Para ressaltar – mas uma vez – a sua
incapacidade?
- Sempre que necessário, preparar a
avaliação considerando as características e dificuldades individuais do
aluno;
- Lembrar que a avaliação deve
incidir sobre o conteúdo, a compreensão, e não sobre os erros de escrita
ou tempo gasto para as respostas;
- A avaliação deve ser vista como
oportunidade para o aluno refletir ou re-elaborar os temas apresentados ou
estudados;
- As respostas, certas e erradas,
servem não somente para avaliar o aluno, mas também o próprio ensino e
devem ser exploradas no sentido de orientar o uso de novas estratégias
para aprofundar a compreensão sobre os temas avaliados.
PROVAS ORAIS
- Dê
preferência a avaliações orais, através das quais, em tom de conversa, o
aluno tenha a oportunidade de dizer o que sabe sobre os assuntos em
questão;
- Formule
questões com clareza, buscando verificar como o aluno argumenta ou
raciocina para elaborar a resposta.
- Use
linguagem direta, clara e objetiva quando falar com ele. Muitos alunos disléxicos
ou com dificuldades de aprendizagem têm dificuldade para compreender uma
linguagem (muito) simbólica, sofisticada, metafórica. Seja simples,
utilize frases curtas e concisas ao passar instruções.
- Consultas
também podem ser permitidas.
TRABALHOS E OUTRAS ATIVIDADES PRÁTICAS
- Incentivar
o uso da linguagem escrita e de outras formas possíveis de expressão, como
o emprego de figuras e gráficos.
- Valorizar
o empenho e o trabalho em si, sem desmerecê-lo por eventuais erros de
escrita.
- Crie melhores condições de interação com o aluno, colocando-o mais próximos da mesa do professor ou do local onde ele costuma ficar durante as aulas. Garanta proximidade física e contato visual sistemático. Isto cria uma sensação de inclusão, de fazer parte do grupo, de ter a atenção do professor;
- Valorize a participação, o interesse, a regularidade e a adequação às regras de disciplina;
- Crianças com dificuldades geralmente realizam as atividades de leitura e escrita mais lentamente. Isto significa mais tempo para escrever espontaneamente, copiar e ler. Muitas vezes pode ser inviável dar conta de copiar tudo o que foi colocado na lousa. Pensar alternativas, inclusive de fornecer o material já impresso para a criança, ou que, em determinadas atividades, ela possa realizar em conjunto com outras, de modo que sua limitação para copiar não se torne uma limitação para o aprender;
- Observe se ele está integrando com os colegas pois sua inaptidão para certas atividades (provas em dupla, trabalhos em grupo, etc.) pode levar os colegas a rejeitá-lo nessas ocasiões; procure evitar situações que evidenciem esse fato e contribua para a inserção do aluno disléxico no grupo-classe;
- Verifique com a criança se ela aceita fazer leitura em voz alta. Evitar situações que revelem, publicamente, as dificuldades. Fazer um trato com ela, no sentido de que possa sinalizar caso sinta-se confortável para realizar tais atividades;
- Propiciar o uso de recursos diversificados ou alternativos, como computadores e o emprego de gravador para compensar o que o aluno possa ter perdido via escrita;
- Ter ciência que dificuldades persistentes e duradouras não impedem que a criança aprenda;
- Usar linguagem direta, simples e clara, pois isso facilita a compreensão. Evitar explicações muito longas e detalhadas. Estas crianças, em geral, têm dificuldades para lidar com o volume grande de informações e que chegam muito rapidamente. Porém, se os conceitos forem apresentados com mais calma, retomados sistematicamente e, se for dado um tempo maior pra que elas possam processar as informações, aumentam as chances de aprendizagem;
- Nas explicações individuais, fale olhando diretamente para a criança. Dê um sorriso. Fale com calma, incentive. Aguarde a resposta do aluno, sem pressa. Dê-lhe tempo para elaborar a resposta. Ouça-o com atenção e procure colocar-se no lugar dele, procurando entender seu ponto de vista;
- Estimule-o, incentive-o, faça-o acreditar em si, a sentir-se forte, capaz e seguro. O disléxico tem sempre uma historia de frustrações, sofrimentos, humilhação e sentimentos de menos valia no ambiente escolar. Ajude-o a resgatar sua dignidade, a fortalecer seu ego e a (re) construir sua autoestima.
O PROFESSOR E O TRABALHO COM ALUNOS DISLÉXICOS
É importante que os professores tenham conhecimento sobre os distúrbios de aprendizagem, pois precisam saber identificar que uma criança pode ser disléxica para poderem tomar os devidos cuidados. Já li em alguns trabalhos que este professor deveria saber diagnosticar, o que é errôneo uma vez que não cabe a uma única pessoa o diagnóstico da Dislexia, ele é de exclusão e multiprofissional, e nele está envolvido o Fonoaudiólogo, o Neurologista, o Neuropsicólogo, o Psicopedagogo ou outro profissional que se fizer necessário.
O professor deve sim, com seus conhecimentos encaminhar essa criança para uma avaliação especializada para que o diagnóstico possa ser realizado e, deve possuir os conhecimentos necessários acerca de como trabalhar de forma diferenciada com essa criança, para que suas dificuldades possam ser minimizadas no ambiente escolar, pois mesmo com um trabalho diferenciado ela nunca deixará de ser disléxica, mas poderá ter uma vida escolar quase “normal” podendo aprender a ler escrever como os demais, apesar das dificuldades que possui.
O professor que tem conhecimento sobre os distúrbios de aprendizagem na infância não corre o risco de achar que uma criança é preguiçosa, relapsa e sem vontade de aprender, pelo contrário, toma essa dificuldade como um desafio no seu trabalho e procura propiciar para o aluno o que este necessita e busca através da motivação diária, atender as necessidade que o mesmo apresenta.Para se trabalhar com crianças disléxicas é necessário conhecimento e paciência e se deve entender que essas crianças não aprendem pelo método tradicional pois apresentam dificuldades em internalizar o todo. O trabalho deve estra voltado principalmente para a compreensão gradativa da leitura.
É importante que os pais
estejam envolvidos junto com a escola para promover a aprendizagem da criança e
ajuda-la com relação a autoestima e sensação de incapacidade de aprender a ler
e escrever de forma correta; apoiando-a em seus esforços e respeitando seu
ritmo que em geral é bem mais lento. É importante ainda que a criança tenha
conhecimento de que sua dificuldade tem nome: “Dislexia”, para que possa
entender suas reais dificuldades.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
SINAIS DE DISLEXIA A PARTIR DA IDADE DE INICIAÇÃO ESCOLAR – 6 ANOS
1- Enorme lentidão ao fazer seus deveres:
2- Ao contrario, seus deveres podem ser feitos rapidamente e
muitos erros;
3- Cópia com letra bonita, mas tem pobre compreensão do texto
ou não lê o que escreve;
4- A fluência em leitura
é inadequada para idade;
5- Inverna, acrescenta ou
omite palavras ao ler e ao escrever,
6- Só faz leitura
silenciosa;
7- Ao contrario, só entende o que lê, quando lê em voz alta
para poder ouvir o som da palavra;
8- Sua letra pode ser mal grafada e, até, ininteligível; pode
borrar ou ligar as palavras entre si;
9- silabas;
10- Esquecer aquilo que aprendera muito bem, em poucas horas,
dias ou semanas;
11- É mais, ou só é capaz de bem transmitir o que sabe a
través de exame;
12- Ao contrario, pode ser mais fácil escrever o que sabe do
que falar aquilo que sabe;
13- Tem grande imaginação e criatividade;
14- Desliga-se facilmente, entretanto “no mundo da lua”;
15- Tem dor de barriga na hora de ir para escola e pode ter
febre alta em dias de prova;
16- Porque se liga em tudo não consegue concentrar a atenção
em um só estimulo;
17- Baixa auto-imagem e auto-estima; não gosta de ir para
escola;
18- Esquiva-se de ler, especialmente em voz alta;
19- Perde-se facilmente no espaço e no tempo; sempre perde e
esquece seus pertences;
20- Tem mudanças bruscas de humor;
21- É impulsivo e interrompe os demais para falar;
22- Não consegue falar se outra pessoa estiver falando ao
mesmo tempo em que ela falar;
23- É muito tímido e desligado; sob pressão, pode falar o
oposto do que desejaria;
24- Têm dificuldades visuais, embora um exame não revele
problemas com seus olhos;
25- Embora alguns sejam atletas, outros mal conseguem chutar,
jogar ou apanhar uma bola.
26- Confunde direito-esquerda, em cima em baixo; na
frente-atrás;
27- É comum apresentar lateralidade cruzada; muitos são
canhestros e outros ambidestros;
28- Dificuldade para ler as horas, para seqüências como o
dia, mês e estação do ano;
29- Dificuldade em aritmética básica e/ou em matemática mais
avançada;
30- Depende do uso dos dedos para calcular;
31- Sabe contar, mas tem dificuldade em contar objetos e
lidar com dinheiro;
32- É capaz de cálculos aritméticos, mas não resolve
problemas matemáticos ou algébricos;
33- Embora resolva cálculos algébricos mentalmente, não
elabora cálculos aritméticos;
34- Tem excelente memória de longo prazo, experiências,
filmes, lugares e faces;
35- Boa memória longa, mas pobre memória imediata, curta e de
médio prazo;
36- Pode ter pobre memória visual, mas excelente memória e
acuidade auditivas;
37- Pensa através de imagem e sentimento, não com o som de
palavras;
38- São extremamente desordenados, seus cadernos e livros são
borrados e amassados;
39- Não tem atraso e dificuldade suficiente para que seja
percebido e ajudado na escola;
40- Pode estar sempre brincando, tentando ser aceito nem que
seja como “palhaço”.
41- Frustra-se facilmente com a escola, com a leitura, com a
matemática, com a escrita;
42- Tem pré-disposição às alergias e às doenças infecciosas;
43- Tolerância muito alta e muito baixa à dor;
44- Forte senso de justiça;
45- Muito sensível e emocional, busca a perfeição que lhe é
difícil atingir;
46- Dificuldade para andar de bicicleta, para abotoar, para
amarrar o cordão do sapato;
47- Manter o equilíbrio e exercícios físicos é extremante
difícil para muitos disléxicos;
48- Com muito barulho, o disléxico se sente confuso, desliga
e age como se estivesse distraído;
49- Sua escrita pode ser extremante lenta, laboriosa,
ilegível, sem domínio do espaço da pagina;
50- Cerca de 80% dos disléxicos tem dificuldade em soletração
e em leitura.
“Mesmo com todas as
dificuldades que a dislexia pode trazer para a vida escolar de uma criança, é
possível contornar o problema. O mais importante é que os pais e, principalmente,
professores estejam sempre atentos. O grau da dislexia varia muito e os sinais
costumam ser inconstante, porém, tentamos identificar a grande maioria dos
sinais, procurando possibilitar o reconhecimento de um aluno disléxico para que
possamos minimizar suas dificuldades”.
SINAIS DE DISLEXIA NA PRIMEIRA INFÂNCIA
1- Atraso no desenvolvimento motor desde
a fase do engatinhar, sentar e andar.
2- Atraso ou deficiência na aquisição da
fala, desde o balbucio à pronúncia de palavras.
3- Parece difícil para essa criança
entender o que esta ouvindo;
4- Distúrbio do sono;
5- Enurese noturna;
6- Suscetibilidade às alergias e ás
infecções;
7- Tendência à hiper ou a hipo-atividade
motora;
8- Chora muito e parece inquieta ou
agitada com muita freqüência;
9- Dificuldade para aprender a andar de
triciclo;
10-Dificuldade de adaptação nos
primeiros anos escolares;
O sintoma mais conclusivo
acerca do risco de dislexia em uma criança, pequena ou mais velha, é o atraso
na aquisição da fala e sua deficiente percepção fonética. Quando se identifica
uma associação com outros casos familiares de dificuldade de aprendizado, ou
seja, quando a dislexia é comprovadamente, genética, alguns especialistas
afirmam que podemos avaliar estas crianças
já a partir dos cinco anos e meio, que seria a idade ideal para o inicio
de um programa remediativo precoce, que poderia trazer as respostas mais
favoráveis para superar ou minimizar essa dificuldade.
A dificuldade de
discriminação fonológica leva a criança a pronunciar as palavras de maneira
errada. Essa falta de consciência fonética, decorre da percepção imprecisa dos
sons básicos que compõem as palavras. Logo, a dificuldade fonológica que a
criança apresenta não se refere a identificação do significado de discriminação
sonora da palavra inteira, mas da percepção das partes sonoras diferencias de
que a palavra é composta. Esta é a razão porque o disléxico apresenta
dificuldades significativas em leitura, que leva a tornar-se, até extremamente
difícil sua soletração de silabas e palavras. Crianças disléxicas têm tendência
em ler a palavra inteira, encontrando dificuldades de soletração sempre que se
defronta com uma palavra nova.
Dislexia - O que é
“Dislexia é um dos
muitos distúrbios de aprendizagem. É um distúrbio específico da linguagem, de
origem constitucional, caracterizado pela dificuldade em decodificar palavras simples.
Mostra uma insuficiência no processo fonológico. Essas dificuldades na
decodificação de palavras simples não são esperadas em relação a idade. Apesar
de instrução convencional, adequada inteligência, oportunidade sociocultural e
ausência de distúrbios cognitivos e sensoriais fundamentais, a criança falha no
processo da aquisição da linguagem com frequência, incluídos aí os problemas de
leitura, aquisição e capacidade de escrever e soletrar” (International Dislexia
Association).
O primeiro sinal de
possível dislexia pode ser detectado quando a criança, apesar de estudar numa
boa escola, apresenta grande dificuldade de assimilar o que é ensinado pelo
professor. O ideal é que a criança seja avaliada o mais precocemente possível para
averiguar se ela é disléxica uma vez que a dislexia não é o único distúrbio que
dificulta ou inibe o aprendizado, mas é o mais comum.
São muitos os sinais que
identificam a dislexia. Crianças disléxicas tendem a confundir letras com
grande frequência mas esse indicativo não é totalmente confiável, uma vez que muitas
crianças, inclusive não-disléxicas, podem confundir as letras do alfabeto e até
mesmo escrevê-las ao contrário.
No jardim de infância
crianças disléxicas podem apresentar dificuldades ao tentar rimar palavras e reconhecer letras e
fonemas, e na primeira série tem dificuldades em ler palavras curtas e simples,
em identificar fonemas e, frequentemente reclamam que ler é uma tarefa muito
difícil.
Da segunda à quinta série,
essas crianças têm dificuldade em soletrar, ler em voz alta e em memorizar
palavras; confundindo palavras com muita frequência.
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